Quinta-feira, 26 de Abril de 2012

As ricas caatingas

O "primo pobre" dos biomas brasileiros se revela um celeiro de espécies endêmicas e de formações vegetais diversificadas.

Por Eduardo Augusto Geraque

O especialista em herpetologia Miguel Trefaut Rodrigues, professor do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), nem imaginava que uma leitura das aventuras do famoso explorador britânico Richard Francis Burton (1821-1890) poderia ajudá-lo no futuro. Um das frases que marcou o cientista foi a seguinte: "Encontrei nas margens do rio São Francisco, no Brasil, uma espécie de pequeno Saara", disse o aventureiro. O europeu que se notabilizou por grandes excursões pela África e pelo Oriente Médio, além de vários feitos, esteve no Brasil como cônsul na cidade de Santos, São Paulo, em 1865. E aproveitou para fazer uma grande exploração pelo Velho Chico, desde Minas Gerais até a sua foz, na divisa dos estados de Sergipe e de Alagoas.

Mais de um século depois, o herpetólogo da USP, interessado principalmente em lagartos, assunto que lhe chama atenção há várias décadas, lembrou-se da observação de Burton e concluiu: onde existe deserto existe duna e, conseqüentemente, o pequeno Saara brasileiro poderia abrigar espécies de lagarto que prefeririam areia em vez de pedra. As pesquisas realizadas na dunas do rio São Francisco, perto da pequena localidade de Santo Inácio, no norte do estado da Bahia, em plena caatinga, continuam a revelar achados científicos absolutamente inéditos em se tratando de Brasil e de América do Sul. Os reptéis que vivem nas areias às margens de um dos mais importantes rios brasileiros são apenas um exemplo, entre dezenas de casos, que estão ajudando a mudar a visão do único ecossistema totalmente inserido nas fronteiras do território nacional.

"A caatinga - que, por causa das sete unidades de vegetação já identificadas pelos botânicos, deveria ser sempre chamada pelo seu plural, caatingas - é uma região rica em diversidade", afirma Rodrigues, que chegou até os lagartos, ofídios e anfisbenídeos das dunas do São Francisco baseado também em uma extensa literatura científica. A frase do especialista em lagartos também vai ser repetida por todo cientista que continua enveredando por uma região ainda bastante desconhecida do nordeste do Brasil. O mito de que a caatinga é pobre em biodiversidade caiu.

O acúmulo e a sistematização dos novos conhecimentos científicos que estão mudando a visão das caatingas ocorreu muito recentemente, do ano 2000 para cá. Os números de espécies impressionam até mesmo os acadêmicos "caatingueiros". Rodrigues, por exemplo, após confirmar sua hipótese de que onde havia areia deveria, muito provavelmente, existir alguma nova espécie de lagarto, deparou com um fato realmente surpreendente. "Entre os lagartos e anfísbenídeos das dunas, 50% do total ocorre apenas naquela região próxima a Santo Inácio. Como 37% das espécies desses dois grupos encontradas em toda a caatinga são endêmicas das dunas, podemos perceber que a região é uma verdadeira bomba de especiação." Rodrigues lembra ainda que, em termos geográficos, as áreas das dunas, que chegam a ter até 60 metros de altura, não ocupam mais do que 7 mil km2 do sertão brasileiro. Isso representa apenas 0,8% da área total das caatingas. Em todo o ecossistema semi-árido, que ocupa área de 800 mil km2, são conhecidas atualmente 47 espécies de lagartos, dez de anfisbenídeos, 52 de serpentes, quatro de quelônios e 48 de anfíbios - para ficar apenas entre os principais grupos. Mais do que quantidade de espécies de lagarto, a zona de endemismo descoberta nas dunas do São Francisco guarda histórias científicas ainda mais saborosas em relação ao processo de formação daquelas espécies.

No início dos anos 1980, os herpetólogos conheciam uma única espécie de lagarto na região de Santo Inácio, situada na margem direita do Velho Chico. Foi exatamente no mesmo local que Rodrigues, em uma de suas expedições, encontrou outro réptil semelhante, mas não idêntico ao que já havia sido identificado. Batizados naquela época de Tropidurus nanuzae e Tropidurus amathites, respectivamente, hoje eles são conhecidos por um novo gênero, o Eurolophosaurus. Os nomes das espécies permaneceram os mesmos. Um detalhe interessante chamou a atenção do pessoal de campo. Enquanto o E. nanuzae tinha preferência por regiões pedregosas, a nova espécie sobrevivia melhor em solos arenosos. Ela estava lá por causa das dunas.

Ainda sob o sol do semi-árido brasileiro, uma observação feita a distância, do outro lado do rio São Francisco - Santo Inácio fica próximo à cidade de Xique-Xique, bastante ao sul de Sobradinho e ao norte do município da Barra -, atiçou a curiosidade científica de Rodrigues. Será que a fauna de lagartos do outro lado do rio era idêntica? Será que haveria também por lá aqueles lagartos um pouco achatados, de até 30 cm de comprimento? Alguns anos depois, descobriu-se que realmente existiam diferenças. Na margem esquerda havia outras espécies. Uma delas, a E. divaricatus, foi considerada irmã da E. amathites. Ambas viviam em lados opostos do rio, mas mantinham traços morfológicos semelhantes. As diferenças significativas estavam no campo genético e, portanto, não observáveis a olho nu. Com base na análise do clima e da geomorfologia da região, Rodrigues construiu uma hipótese para aquele centro específico de diferenciação de espécies da caatinga brasileira. Ainda existem mais perguntas do que respostas, mas o modelo básico, com a continuidade dos estudos, ganha embasamento cada vez maior. Não existe apenas um único par de espécies irmãs - outros grupos também têm espécies semelhantes vivendo nas margens direita e esquerda do São Francisco, onde as dunas persistem. É o caso de outro lagarto, do gênero Calyptommatus, e de um par de anfisbenas, répteis muito similares às serpentes e por isso chamados de cobras-cegas ou cobras-de-duas-cabeças.

É sabido que há cerca de 12 mil anos o São Francisco não corria para o mar. Naquele tempo, que coincide com o final do último período de glaciação, havia um grande lago natural na área onde o rio desaguava. Só depois as águas do Chico conseguiriam transpor as serras do norte da Bahia e chegar até o oceano Atlântico. Quando correu para o mar, o São Francisco separou as espécies de lagarto que viviam todas juntas ao redor do grande lago - hoje a barragem de Sobradinho voltou a criar um lago artificial na região. Algumas espécies ficaram do lado esquerdo e outras do direito. Uma das hipóteses é que isso tenha acelerado a diferenciação entre as espécies irmãs, que segundo o zoólogo da USP, data de 1 milhão a 3 milhões de anos.

Para Rodrigues, muito mais do que descobrir um grande centro de endemismo na caatinga, poder medir e praticamente sentir a diferenciação daquelas espécies de lagartos nas dunas do rio São Francisco é uma satisfação profissional muito grande. "E nada garante que não possa haver várias outras regiões iguais a essa, em termos de endemismo, em outros pontos das caatingas", diz o pesquisador.

A grande biodiversidade das dunas da região conhecida como Médio São Francisco é tão significativa que Rodrigues defende a criação de um parque nacional no local o mais rápido possível. Segundo o livro Avaliação Prioritária para a Conservação da Caatinga, lançado no fim de abril em seminário realizado em Petrolina, Pernambuco, no coração da caatinga, pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), a zona das dunas é uma das 82 identificadas como prioritárias para conservação em todo esse ecossistema. "O número de áreas protegidas está muito aquém das reais necessidades", afirma Mônica Fonseca, bióloga e pesquisadora da organização não-governamental Conservação Internacional.

De acordo com a pesquisadora, uma das autoras do livro, apenas 2% da zona do semi-árido do Brasil estão protegidos legalmente. Os estudos apresentados na obra, publicada em conjunto pelo MMA, ONGs, Universidade Federal de Pernambuco e Embrapa Semi-Árido, defendem que as áreas de proteção deveriam cobrir hoje 59,4% do bioma caatinga. As de extrema relevância para a conservação da biodiversidade, segundo Mônica, representariam 24,7% de todas as caatingas brasileiras.

Se os números de répteis e anfíbios já chamam a atenção, outros grupos de animais estão ricamente representados em todas as zonas do sertão, inclusive nos ambientes aquáticos, como é o caso dos peixes de água doce. A composição da ictiofauna das caatingas, segundo o especialista Ricardo Rosa, da Universidade Federal da Paraíba, revela a existência de 240 espécies espalhadas por sete ordens taxonômicas. A peculiaridade dos peixes é que, como o hábitat deles não está restrito a um determinado padrão de vetegetação, muitas das espécies não vivem apenas nas caatingas. Como os rios chegam até outros biomas, os peixes costumam também atravessar determinadas barreiras biogeográficas, algumas intransponíveis para quem vive nos ambientes secos do sertão.

O exemplo das aves é idêntico, no sentido de derrubar o mito de que o sertão é árido e sem vida. Nenhuma estimativa anterior àquela feita no ano 2000 havia encontrado tantas espécies na região. A lista de aves feitas pelos especialistas apresenta 510 espécies. Grande parte delas (91,96%) se reproduz dentro da própria região, ou seja, não são migratórias e não usam os espaços do Nordeste apenas por alguns dias do ano. Os pesquisadores também já sabem que a maior parte das espécies identificadas, 185, são independentes da floresta. Elas estão associadas apenas a regiões de vegetação aberta. Enquanto ainda 125 são semi-dependentes, 159 tipos de aves só foram encontradas em florestas semi-perenes, estacionais, caatingas arbóreas e cerradões (ver quadro sobre vegetação na pág. 28). A ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) faz parte desse grupo. Mas, como não foi mais vista na Natureza desde outubro do ano 2000, os ornitólogos passaram a listar essa espécie, que teve como último refúgio o estado da Bahia, na categoria extinta. Estima-se que em cativeiro ainda existam 60 exemplares da ararinha-azul.

As exuberantes aves das caatingas brasileiras são apenas uma das grandes justificativas que os cientistas apontaram para a necessidade de se criarem as 82 áreas prioritárias de conservação. Segundo a bióloga da Conservação Internacional, entre as 27 áreas classificadas como de extrema importância biológica, duas merecem destaque ainda maior: as dunas do São Francisco, com as especiações em curso, e o Parque Nacional da Serra da Capivara. Lá, nos municípios de São João do Piauí, Coronel José Dias, São Raimundo Nonato e Canto do Buriti, no Piauí, ainda restam aves ameaçadas não apenas na caatinga, mas praticamente em todo o mundo. A lista de aves em extinção conta com nomes conhecidos como o do maracanã (Ara maracana), do pica-pau-anão-de-pernambuco (Picumnus fulvescens) e do pintassilgo-do-nordeste (Carduellis yarelli).

Da Onça ao Tatu

Na mesma região , que conta com o também rico em diversidade Parque Nacional das Confusões, vivem grupos importantes de mamíferos. A fauna desses vertebrados, em domínios das caatingas, também não é monótona como a mitologia brasileira desenhou ao longo das décadas. Na Serra da Canastra vivem exemplares de onça-pintada (Panthera onca), da onça-parda (Puma concolor), do tamanduá-bandeira, (Myrmecophaga tridactyla), do tatu-bola (Tolypeutes tricinctus), da jaguatirica (Leopardus pardalis), do gato-maracajá (Leopardus wiedii) e do gato-do-mato (Leopardus tigrinus).

Um grande inventário sobre os mamíferos das caatingas, apresentado no ano passado por João Alves de Oliveira, zoólogo do Museu Nacional do Rio de Janeiro, revelou que existem na região 143 espécies. Nesse universo, 19 foram consideradas exclusivas do ecossistema da caatinga. Marsupiais, tatus, morcegos, roedores e representantes da ordem dos carnívoros (onças e jaguatiricas, por exemplo) estão distribuídos por várias localidades. Em relação aos primatas, descobertas feitas na região de Canudos, na Bahia, na segunda metade da década de 1990, ampliaram a lista de espécies agora conhecidas. Existem no ecossistema do semi-árido do Brasil dois tipos de macaco guariba, o já famoso macaco-prego e, agora, o macaco-sauá (Callicebus barbarabrownae).

A ciência já provou: não é apenas nas dunas do Velho Chico ou nos canyons do Piauí que o padrão de riqueza de espécies, tanto vegetal como animal, ainda se mantém. Nas outras 80 áreas presentes no mapa de conservação das caatingas ocorre o mesmo. Para que esse quadro seja mantido, algumas estratégias foram apresentadas pelos cientistas. Não é possível analisar as áreas prioritárias em termos de biodiversidade de forma isolada. As caatingas formam um ecossistema único. E nesse ambiente vivem 20 milhões de pessoas, na maioria das vezes em situação bastante desfavorável.

A Embrapa Semi-Árido vem desenvolvendo técnicas que permitem o uso da terra sem conseqüências ambientais graves. Além da educação ambiental para a população do sertão, o aprimoramento da gestão pública na conservacão da biodiversidade da caatinga e da geração de recursos humanos nos meios técnicos e acadêmicos, uma proposta bem palpável foi apresentada em livro recém-lançado em Petrolina. "O necessário seria ampliar a área total protegida por unidades de conservação na caatinga para 10%, no prazo de 10 anos", defendem os cientistas. Principalmente em relação às chamadas unidades de conservação integral, o ideal seria que crescessem 3% nos primeiros cinco anos e 6% em até sete anos e meio. Isso sem esquecer as dunas do São Francisco e da Serra da Canastra no Piauí.

José Maria Cardoso da Silva, ornitólogo, professor licenciado da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e vice-presidente da Conservação Internacional, monta o seguinte cenário. O Brasil tem cinco grandes biomas: Amazônia, Pantanal, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. Aqui, eles foram ordenados do mais conservado para o menos. Se esses cinco elementos forem colocados em um gráfico que tenha no eixo x a porcentagem de fragmentação das suas vegetações e no y a perda de hábitat para as espécies animais, fica claro que a Amazônia vai estar mais abaixo e do lado esquerdo do gráfico, enquanto a mata atlântica estará acima e do lado direito.

"O que vai ocorrer se for tomada a decisão de deixar as coisas como estão", pergunta o ambientalista? A resposta é do próprio Cardoso da Silva. "Em alguns anos, todos os ecossistemas vão se aproximar da mata atlântica, que tem alta fragmentação vegetal e uma alta perda de hábitats naturais." No caso específico da caatinga, os ambientalistas e pesquisadores costumam dizer que ela está, em termos de conservação, em plena encruzilhada. "Ela aparece no meio do gráfico. Não é mais conservada que a Amazônia e o Pantanal, mas está mais intacta que o cerrado e a mata atlântica. Resta saber o que vamos querer para ela amanhã."

As estimativas mais recentes, e otimistas, mostram que 30% de todas as caatingas já foram alteradas pelo homem, principalmente em função da agricultura. O problema maior, segundo os cientistas, é que as áreas não impactadas não formam uma mancha única: estão divididas em 1.043 ilhas de vegetação. Apenas 172 delas apresentam mais do que 10 quilômetros de largura.

Ao contrário da história evolutiva das espécies sobre a Terra, cem anos é muito tempo. O cenário visto por Euclides da Cunha, no interior da Bahia, no século 19, mudou bastante, e poderá se tornar ainda muito mais raro daqui a outros cem anos. Apesar de constatar a aridez do sertão, o jornalista e escritor brasileiro não deixou de revelar a exuberância da caatinga nas páginas de seu clássico Os Sertões.

"E o sertão é um paraíso... Ressurge ao mesmo tempo a fauna resistente das caatingas: disparam pelas baixadas úmidas os caititus esquivos; passam em varas, pelas trigueiras, num estrídulo estrepitar de maxilas percutindo, os queixadas de canela ruiva; correm pelos tabuleiros altos, em bandos, esporeando-se com os ferrões de sob as asas, as emas velocíssimas; e as seriemas de vozes lamentosas, e as sericóias vibrantes, cantam nos balsedos, à fímbria dos banhados onde vem beber o tapir estacando um momento no seu trote, brutal, inflexivelmente retilíneo, pela caatinga, derribando árvores, e as próprias suçuaranas, aterrando os mocós espertos que se aninham aos pares nas luras dos fraguedos, pulam, alegres, nas macegas altas, antes de quedarem nas tocaias traiçoeiras aos veados ariscos ou novilhos desgarrados..."

Fonte: http://www2.uol.com.br/sciam/conteudo/materia/materia_47.html

Publicado por CJ às 09:37
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Por que dia mundial do meio ambiente?

A importância desse dia tem precedentes. O meio ambiente e a ecologia passaram a ser uma preocupação em todo o mundo, em meados do século XX. Porém, foi ainda no séc. XIX que um biólogo alemão, Ernest Haeckel (1834-1919), criou formalmente a disciplina que estuda a relação dos seres vivos com o meio ambiente, ao propor, em 1866, o nome ecologia para esse ramo da biologia. A data de 05 de junho, para se comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente foi proposta pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em homenagem ao primeiro grande encontro internacional dedicado a temática ambiental, a Conferência de Estocolmo, de 1972.
Celebrado de várias maneiras (paradas e concertos, competições ciclísticas ou até mesmo lançamentos de campanhas de limpeza nas cidades), esse dia é aproveitado em todo o mundo para chamar a atenção política para os problemas e para a necessidade urgente de ações. Se há assunto que consegue igualar todas as pessoas nesse planeta é a questão ambiental: o que acontece de um lado, para bem ou para mal, vai sempre afetar o outro! Nessa data, chefes de estado, secretários e ministros do meio ambiente fazem declarações e se comprometem a tomar conta da Terra.
As mais sérias promessas têm sido feitas, que vão do be-a-bá ao estabelecimento de estruturas governamentais permanentes para lidar com gerenciamento ambiental e planejamento econômico, visando conseguir a vida sustentável no planeta. Podemos, cada um de nós, já fazer a nossa parte para a preservação das condições mínimas de vida na Terra, hoje e no futuro, ou seja, investir mais naquilo que temos de valioso, que é a nossa inteligência, para aprender a consumir menos o que precisamos economizar: os recursos naturais.
E é sempre bom lembrar que o Brasil, identificado como um dos nove países-chave para a sustentabilidade do planeta, já é considerado uma superpotência ambiental.

Fonte: http://www.riosvivos.org.br/contamincao e http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/datas/ecologia/home.html

Publicado por CJ às 08:33
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Sábado, 14 de Abril de 2012

Os princípios norteadores de um Coletivo Jovem pelo Meio Ambiente

Os princípios norteadores de um Coletivo Jovem pelo Meio Ambiente

* Coletivo Jovem de Meio Ambiente - Goiás

  • Jovem educa Jovem: assume-se claramente um papel protagônico dos jovens como sujeitos sociais que atuam e intervêm no momento presente e não num futuro próximo como muitos argumentam. O processo educacional pode e deve ser construído a partir das experiências dos próprios jovens, por meio das “Comunidades de Aprendizagem”, representando um determinado grupo de pessoas, como uma Comunidade que atua aprendendo e que aprende atuando, sem necessariamente depender de agentes externos para tutorar ou conduzir esse processo.
  • Jovem mobiliza Jovem: considera-se que o jovem é ator fundamental na mobilização de outros jovens para a causa socioambiental. “Um mais um é sempre mais que dois”. Juventude é entendida como estado de espírito.
  • Uma geração aprende com a outra: toda a atuação social e a causa à qual ela se remete, encontra-se dentro de um processo histórico. Quem embarca em algum engajamento em prol da vida, do planeta e da humanidade, está sempre de alguma maneira, dando continuidade a um processo acumulado por diversas outras pessoas ao longo de anos. Os novos “tripulantes” trazem sempre novas idéias, conhecimentos e percepções que inovam este processo, enquanto os antigos possuem um acúmulo de experiências que é fundamental, especialmente para que os que chegam não precisem “reinventar a roda”. Sendo assim, afirma-se que as diferentes gerações têm sempre algo a ensinar e a aprender. Este diálogo é um aspecto fundamental para fortalecer os movimentos em prol do meio ambiente e quaisquer outras causas.
Publicado por CJ às 20:19
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COJEMA - PB

Editado por

Luís F. R. Abrão

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