Quarta-feira, 7 de Setembro de 2011

Agenda 21: Um Processo Participativo

Por Luís Fernando Ribeiro

A educação ambiental vem sendo agrupada como uma técnica inovadora em diferentes domínios. Neste sentido, sobressai tanto sua internalização, como objeto de políticas públicas de educação e de meio ambiente em âmbito nacional; quanto sua inclusão num âmbito mais capilarizado, como mediação educativa, por um amplo conjunto de práticas de desenvolvimento social.

É um processo participativo, de construção e disseminação de um plano de ação estratégico dirigido aos pontos necessários para o desenvolvimento sustentável em diferentes localidades, indo de um bairro às diversas comunidades (como o que ocorre nos bairros do Cristo e Rangel), de um município até a formação de consórcios, de biomas, até chegar às bacias hidrográficas.

Seu objetivo principal é, portanto, a formulação e a prática de políticas públicas, por meio de metodologia participativa, que produza um plano de ação para o alcance de um cenário de futuro desejável pela comunidade local, que leve em consideração a análise das vulnerabilidades e potencialidades de sua base econômica, social, cultural e ambiental.

Dentro de todas as ações realizadas por professores e alunos presentes nesta Cartilha, podemos falar que tudo está contemplado na Agenda 21, que nada mais é que uma palavra que abre os horizontes da inclusão entre comunidade, governo e entidades que buscam um presente sustentável sem prejudicar o ambiente em que vivemos.

Em um sistema onde predomina a economia capitalista, seja ela tímida ou agressiva, os problemas sociais existentes exigem soluções através, também, de um desenvolvimento sustentável, ou seja, significa dizer que o desenvolvimento não pode danificar o efetivo à sobrevivência do ser humano que necessita de um ambiente benéfico com saneamento, qualidade de ar e de água, que são características sinônimas do que podemos chamar de uma boa qualidade de vida.

A Agenda 21 não tem uma fórmula, uma receita pronta. Ela vai sendo construída à medida que as ações vão sendo adotadas. Além disso, tem enfoques flexíveis e um campo de atuação quase infinito. A proposta de uma Agenda 21, e nesse ponto podemos citar a Agenda 21 Escolar, parte do princípio de elaboração dentro da comodidade e dos moldes de habilidade tanto da escola que a abrigar, como da comunidade à sua volta.

Ao construir a Agenda 21 não podemos, no entanto, mostrá-la como sendo a única alternativa de procedimento disponível, devemos considerar as peculiaridades locais, em cada um dos casos, conforme a participação comunitária indicar, sendo este o principal fundamento da construção das agendas. Assim, os instrumentos institucionais disponíveis e os diversos arranjos concertados entre as autoridades e demais segmentos da sociedade podem vir a resultar numa variedade de alternativas metodológicas, desde que o caráter participativo não seja corrompido.

A gestão apropriada do meio ambiente de cada localidade depende das opções econômicas, tecnológicas, sociais e políticas lá feitas. Se uma comunidade opta por orientar seu futuro de forma sustentável, por meio da construção de sua Agenda 21, mais que privilegiar a si mesma, ela estará possibilitando também a qualidade ambiental de seu município, estado, país e planeta, que nada mais é que o reflexo das escolhas feitas em cada um dos lugares.

Para que esse processo se multiplique, deseja-se que o movimento seja uma união das pequenas ações entre grupos diversificados, visando melhoria social, ambiental e econômica dentro de uma ação de maior alcance e, por isso, de maior potência.

Vale a pena conhecer melhor essa idéia. E, ainda mais, vale a pena juntar-se a ela, como voluntário, como parceiro, como colaborador, lembrando que a soma de muitas forças cria um movimento de grande magnitude e de muita utilidade. Procure uma das unidades de ensino que está presente nesta Cartilha e participe do projeto que está sendo desenvolvido e engaje-se nesta luta. E tenha a certeza que o sucesso e a melhoria da qualidade de vida será comum a todos.

Publicado por CJ às 09:28
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Luís F. R. Abrão

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